quarta-feira, 17 de junho de 2020

Como avaliar?



Dentro da perspectiva inclusiva, avaliar deve ser um processo contínuo, em que se evidencia a trajetória individual do aluno, sem classificações, comparações ou rótulos. Visto que cada pessoa é singular ao produzir e expressar conhecimentos. Por essa razão, a avaliação deve considerar as especificidades de cada aluno. Adotando estratégias e ferramentas diversificadas, para cada um.
Para desenvolver uma avaliação inclusiva, deve-se partir do ponto que o próprio aluno apresenta. É preciso “olhar” para ele sem julgar ou comparar, sem classificar com base em outro. Deve existir o processo para conhecer sua trajetória individual e conhecer realmente o aluno para descobrir o melhor modo de expressar o conhecimento.
Os erros são bem-vindos e reconhecidos como parte da formação daquele conhecimento, as produções autorais são valorizadas e um mesmo problema suscita a oportunidade de explorar múltiplas respostas.
Na avaliação inclusiva, provas, testes ou estratégias somativas de avaliação têm menor valor que os processos de aprendizagem, a partir dos quais é possível reconhecer a evolução em relação ao que o aluno já sabia ou era capaz de fazer anteriormente.
A atribuição de nota deve ser feita com base nos fenômenos observados no cotidiano da aprendizagem, na evolução e desenvolvimento do aluno, de forma que o conteúdo curricular não seja o mais importante. Ainda assim, deve-se aplicar a avaliação somativa, porem adaptada de forma que o aluno seja capaz de realizar. Avaliação esta que deve ser elaborada pelo professor regular, em conjunto com o professor do AEE.



Referências:

E quem Precisa?



A Senadora Mara Gabrilli (PSDB/SP), propôs um Projeto de Lei que altera a Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, para dispor sobre a infração de estacionar o veículo nos passeios, faixas de pedestres, ciclovias, ciclofaixas e junto às guias rebaixadas de acesso de pedestres, bicicletas e pessoas com deficiência com comprometimento de mobilidade e pessoas com mobilidade reduzida.


A Proposta da senadora é tornar a infração gravíssima prevendo multa e remoção do veículo de quem a cometer. (Fonte: Agência Senado). Ela explica que ainda não é uma Lei tipicamente aplicada no trânsito no Brasil. O que permite que muitos cidadãos não a levem tão a sério quanto deveriam.

Muitos acreditam que as guias rebaixadas são apenas para acesso de deficientes, por si só já transforma o ato de estacionar veículos no local um absurdo, mas além de deficientes, muitos outros cidadãos necessitam desse acesso e o tem por direito, não podendo assim usufruir, é possível compreender que a correria do dia a dia, e a superlotação de veículos nas ruas, cause a escassez de vagas e locais onde se pode estacionar, mas a pergunta que ecoa é “E quem precisa?”.

A empatia deve existir, ao questionar – se “E se fosse você?” desenvolver a capacidade de se colocar no lugar do outro é o que torna o mundo mais acessível a todos.

Referências:



terça-feira, 16 de junho de 2020

A Lei n° 10.436, de 24 de abril de 2002 - Língua Brasileira de Sinais - Libras e outras providências




Art. 1o É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados.

Art. 4o O sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, conforme legislação vigente.

 A Lei n° 10.436/02 Art. 1° Reconhece a Linguagem Brasileira de Sinais como uma língua oficial da comunidade Surda brasileira. O que faz com que a comunidade surda alcance depois de muitos anos de luta, essa grande vitória. Já no Art.4° é determinado que a LIBRAS seja incluída no currículo dos cursos formadores e assistencialistas como: fonoaudiologia e magistério do sistema educacional federal, afim de que os profissionais formados a partir de então sejam competentes no atendimento à comunidade que atualmente se encontra com aproximadamente 10,7 milhões de pessoas.
A fim de complementar essa publicação, apresenta-se também a Lei n°13.146/15 destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania. (como citado no Art.1).
Lei de extrema importância para os deficientes do nosso país, onde, no Art.4 declara que toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação.
A teoria demonstra respeito, amor e empatia, infelizmente a teoria nem sempre segue a prática, isto é, ainda existe a discriminação, o preconceito e a exclusão, porquê o que esta registrado no papel, ainda não foi sentido no coração de algumas pessoas, mas mesmo diante dessas circunstâncias, não devemos desanimar, afinal, só se acende uma vela com fogo já aceso.
Referências:

“Eu sou quem eu deveria ser, essa sou eu”


Ao falarmos de inclusão temos que ter a consciência de que falamos de tudo no todo, exatamente como é, exatamente como deve ser. O respeito é imprescindível e é de extrema importância social que seja ensinado desde cedo às nossas crianças, afim de construir um caráter íntegro nos adultos que estas se tornarão.
A música “This is Me” apresentada nessa publicação, faz parte da trilha sonora do filme: “The Greatest Showman” (em português: “O Rei do Show”) e retrata claramente a intolerância com as diferenças (no caso do filme, mais direcionadas às  diferenças físicas e raciais, mas também podemos reconhecer no nosso dia a dia preconceito por questões psicológicas, intelectuais, financeiras e/ou sociais, religiosas, afetivas, entre outras tantas).
O vídeo demonstra pessoas que são alvos dessa descriminação, cansadas de  encolherem sob as ofensas de pessoas que se autodeclaram “boas” ou  até mesmo “normais”, e de forma louvável decidem aceitar suas singularidades e abraçar a possibilidade de SER, não o que os outros pensam que podem fazer delas, mas ser o que nasceram para ser, independentemente de qualquer coisa... SER ÚNICO!
 Essa sou eu. E eu sei que eu mereço seu amor. Não tem nada de que eu não seja digna.” Esse trecho da música (em português) deve servir de inspiração a todos aqueles que já sofreram qualquer tipo de discriminação ou abuso, com a convicção de ser digno de ser amado e principalmente respeitado.
É imprescindível que todos enxerguemos o outro como igual, mesmo que muito diferente, e tão importante quanto respeitar o outro é aceitar-se a si mesmo como é. E carregar a afirmativa “Eu sou quem eu deveria ser e Não tem nada de que eu não seja digna.”, faz com que tenhamos posse de nós mesmos, e não sucumbir diante de críticas e julgamentos pode ser o primeiro passo para a transformação do mundo em relação a inclusão de forma global. 
"Quando sabemos quem somos, sabemos do que somos capazes!" - André Fernandes Adaptado 

Referências:

Filme: The Greatest Showman (O Rei do Show)
Musica: This is Me – Keala Settle (Tradução) disponível em: https://www.letras.mus.br/the-greatest-showman/this-is-me/traducao.html#radio:the-greatest-showman

Tecnologia Assistiva - DOSVOX




Na atualidade existem diversas inovações tecnológicas que facilitam a vida, possibilitando que ações cotidianas sejam realizadas de modo mais simples, assim como, facilitar o desempenho para a realização de algumas atividades específicas como: localizar alguém e se comunicar com esta pessoa através do telefone.
Podemos perceber o quanto a Tecnologia é importante, não sendo diferente para as pessoas com deficiência. Segundo Bersch (2008), a tecnologia assistiva é “um auxílio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância de deficiência ou pelo envelhecimento”.
Deficientes que utilizam da Tecnologia Assistiva, principalmente no âmbito escolar, adquirem autonomia, independência para realização de atividades escolares ou outras. Porém, é necessário que o aluno seja acompanhado durante a utilização de recursos tecnológicos, para ajudá-lo a se adaptar. É fundamental, que haja um professor especializado ou capacitado capaz de entender as especificidades de cada deficiência e ajudar o aluno na adaptação.
Existe uma série de instrumentos tecnológicos para auxiliar na formação pedagógica de alunos deficientes, como: a impressora Braille, softwares (DOSVOX e Virtual Vision), deve-se reconhecer a importância desses recursos, considerando sua importância na interação com os professores e demais colegas em sala de aula, partindo do pressuposto de que o recurso é uma porta para a interação com o todo da forma mais qualitativa possível, possibilitando também, o avanço acadêmico dos seus usuários.

Referências: INCLUSÃO ESCOLAR: A UTILIZAÇÃO DA TECNOLOGIA ASSISTIVA NA EDUCAÇÃO REGULAR - Crislayne Lima Santana; Alex Reis dos Santos; Aline Grazielle Santos Soares Pereira; Disponível em: http://atividadeparaeducacaoespecial.com/wp-content/uploads/2015/07/TECNOLOGIA-ASSISTIVA-NO-ENSINO-REGULAR.pdf

Vídeo: DOSVOX disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=O5jEqDOGfNE

Comunicação Alternativa - Sistema PECS



Trata-se de um conjunto de práticas comunicativas que envolve vários recursos para auxiliar pessoas que não possuem fala ou escrita funcional, ou não podem se comunicar satisfatoriamente em razão de deficiência ou enfermidade. Seu objetivo principal é garantir independência às pessoas com problemas de comunicação aumentando as possibilidades de interação com a sociedade.
Ao trabalharmos com a comunicação alternativa, temos quatro sistemas: ABA; Pecs; Sonix; DOSvox, nessa publicação enfatizaremos o Sistema PECS:
PECS
É um sistema único de comunicação alternativa / aumentativa que foi implementado com sucesso em todo o mundo, com milhares de alunos de todas as idades que têm várias dificuldades cognitivas, físicas e de comunicação.
O PECS consiste em seis fases apresentadas abaixo:
Como comunicar: Ocorre a troca de uma figura por itens ou atividades que desejam.
Distância e Persistência: Usando uma única figura, os indivíduos aprendem a generalizar essa nova habilidade, usando-a em lugares diferentes, com pessoas diferentes e percorrendo distâncias. Eles também são ensinados a serem comunicadores mais persistentes.
Discriminação de Figuras: Aprendem a escolher entre duas ou mais figuras para pedir suas coisas favoritas. Estas são colocados em uma pasta de comunicação PECS – uma pasta com anéis com fitas autoadesivas onde as figuras são armazenadas e facilmente removidas para comunicação.
Estrutura de sentença: Aprendem a construir sentenças simples em uma Tira de sentença destacável usando uma figura “Eu quero”, seguida por uma figura do item que está sendo solicitado.
Expansão de sentenças: Aprendem a expandir suas frases adicionando adjetivos, verbos e preposições.
Solicitação Responsiva: Aprendem a usar o PECS para responder perguntas como “O que você quer?”
Comentário: São ensinadas a comentar em resposta a perguntas como “O que você vê?”, “O que você ouve?” e “O que é isso?” aprendem a compor frases começando com “Eu vejo”, “Eu ouço “,” Eu sinto “,” Isto é “, etc.



Referências:

domingo, 14 de junho de 2020

Resenha do Filme: Helen Keller e o Milagre de Anne Sullivan




A deficiência pode ser física, cognitiva, afetiva e todas interferem no desenvolvimento de cada pessoa, visto isso podemos observar a importância de identificar e levar em conta essas necessidades praticando a inclusão.

Baseado em uma história real. O filme retrata a história de Helen Keller, uma criança cega, surda e muda segregada de toda a sociedade e mimada pelos pais que sentiam pena da filha. Anne Sullivan surge no filme como professora de Helen, ela procura ajudar Helen a se adaptar melhor no convívio com sua família, de certa forma ver o mundo e educa-lá, pois até então Helen apresentava falhas em seu processo educacional.

Nessa história observamos o quão é importante a inserção de todos no processo de ensino e aprendizagem, nota-se que a criança possuí desejo pelo saber porém as pessoas ao seu redor queriam apenas que ela tivesse um bom comportamento, desacreditando que ela poderia ultrapassar as barreiras de suas deficiências, após seu contato com Anne, Helen alçou voo e tornou-se escritora, conferencista e ativista social e foi a primeira pessoa surdo cega da história a conquistar um bacharelado. Uma pessoa mesmo com suas deficiências tem por direito aprender, compartilhar, experimentar e realizar qualquer coisa, assim como os demais. No seu ritmo, da sua maneira e por seus meios, para superar as dificuldades e perceber o mundo.


Reflexão: O que você, como cidadão, faz, fez ou pretende fazer para que não haja mais barreiras, principalmente em sua comunidade escolar?

Este post foi desenvolvido pelos alunos: Ana Paula Ferreira Panchin, Bruna Espindola, Edivânia Rocha de Sousa, Ícaro Augusto Calbello Victor Alves e Mayara Mamede Domingos, estudantes do curso de Pedagogia da Faculdade de Ribeirão Preto.

REFERÊNCIAS:

Filme: Helen Keller e o Milagre de Anne Sullivan - The Miracle Worker (2000) Legendado. Disponivel em: https://www.youtube.com/watch?v=_SsPD8-b3XQ&feature=youtu.be